Uganda
English: Uganda

Republic of Uganda (inglês)
Jamhuri ya Uganda (suaíli)

República do Uganda
Bandeira de Uganda
Brasão de armas de Uganda
BandeiraBrasão
Lema: "kwa mungu na nchi yangu" ("Por Deus e meu país")
Hino nacional: "Oh Uganda, Terra da Beleza"
Gentílico: ugandense, ugandês(a)[1]

Localização República de Uganda

Capital32° 35' E
Cidade mais populosaKampala
Língua oficialInglês e suaíli
GovernoRepública
 - PresidenteYoweri Museveni
 - Primeiro-ministroRuhakana Rugunda
 - Vice-PresidenteEdward Ssekendi
Independênciado Reino Unido 
 - Data9 de outubro de 1962 
Área 
 - Total241 038 km² (78.º)
 - Água (%)15,39
 FronteiraSudão do Sul (N), Quênia (L), Tanzânia, Ruanda (S), e República Democrática do Congo (O)
População 
 - Censo 201434.634.650[2] hab. 
 - Densidade144 hab./km² (65.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2014
 - TotalUS$ 66,650 bilhões*[3] 
 - Per capitaUS$ 1 752[3] 
PIB (nominal)Estimativa de 2014
 - TotalUS$ 26,086 bilhões*[3] 
 - Per capitaUS$ 685[3] 
IDH (2017)0,516 (162.º) – baixo[4]
Gini (2002)45,7[5]
MoedaXelim ugandês (UGX)
Fuso horário(UTC+3)
 - Verão (DST)não observado (UTC+3)
ClimaClima tropical com estação seca[6]
Org. internacionaisONU, UA, COMESA, IGAD, Comunidade das Nações
Cód. ISOUGA
Cód. Internet.ug
Cód. telef.+256
Website governamentalhttp://www.myuganda.co.ug/govt/

Mapa República de Uganda

Uganda, oficialmente República de Uganda (pt-BR) ou do Uganda (pt) , é um país sem ligação com o mar no leste da África. Faz fronteira a leste com o Quénia, a norte com o Sudão do Sul, a oeste com a República Democrática do Congo, a sudoeste com Ruanda e a sul com a Tanzânia. Uganda é o segundo país sem litoral mais populoso no continente africano. A parte sul do país inclui uma parcela substancial do Lago Vitória, compartilhado com o Quênia e Tanzânia, situando o país na região dos Grandes Lagos Africanos. Uganda também se encontra dentro da bacia do Nilo e tem um clima variado, mas geralmente clima de savana.[6]

O nome Uganda deriva do reino do Buganda, que ainda hoje é considerado administrativamente como uma entidade semiautónoma, compreendendo toda a região central do país, incluindo a capital, Kampala. Os túmulos dos Reis do Buganda em Kasubi (uma colina em Kampala) são considerados património da humanidade. Os primeiros habitantes da região eram caçadores-coletores até 1.700 a 2.300 anos atrás, quando populações de língua bantas migraram para as regiões do sul do país.

A partir de 1800, a área foi governada como uma colônia pelos britânicos, que estabeleceram o direito administrativo em todo o território. Uganda ganhou a independência do Reino Unido em 9 de outubro de 1962. O período, desde então, tem sido marcado por conflitos intermitentes, mais recentemente, uma longa guerra civil contra o Exército de Resistência do Senhor, que resultou em milhares de vítimas e deslocou mais de um milhão de pessoas.

As línguas oficiais são o inglês e o suaíli. O luganda, uma língua bantu, é falada em boa parte do país, principalmente na região de Buganda. O atual presidente de Uganda é Yoweri Kaguta Museveni, que chegou ao poder em um golpe em 1986.

História

Ver artigo principal: História de Uganda

O rico planalto entre os dois ramos do Vale do Rift foi habitado por bantus e nilotas desde tempos imemoriais e, quando os árabes e europeus ali chegaram, no século XIX, encontraram vários reinos, aparentemente fundados no século XVI, o maior e mais importante dos quais era o ainda existente Buganda. Esta área foi, em 1888, concedida à Companhia Britânica da África Oriental e, em 1894, o reino do Buganda tornou-se um protectorado do Reino Unido.

Realizaram-se eleições a 1 de Março de 1961 e Benedicto Kiwanuka tornou-se Ministro-Chefe (similar ao Primeiro Ministro Britânico, porém, totalmente dependente da Coroa) de Uganda, ainda como uma commonwealth e tornou-se independente em 9 de Outubro de 1962.

Nos anos seguintes, verificou-se uma luta política entre os apoiantes de um estado centralizado, em vez da federação vigente baseada nos reinos. Como resultado, em Fevereiro de 1966, o então Primeiro Ministro Apollo Milton Obote suspendeu a constituição, assumiu todos os poderes e depôs o Presidente e o Vice-Presidente. Em Setembro de 1967, uma nova constituição proclamou o Uganda como uma república, deu ao presidente poderes adicionais e aboliu os reinos tradicionais.

Em 1971, Idi Amin tomou o poder num golpe de estado e dirigiu o país como um ditador durante quase uma década, expulsou os residentes de origem indiana e promoveu o assassinato de um número estimado em cerca de 300 000 ugandeses. O seu regime terminou com a invasão de um exército de rebeldes, apoiados pela Tanzânia em 1979 e multidões de ugandeses jubilantes, encheram as ruas para comemorar.

Depois deste contragolpe, a Frente Nacional de Libertação de Uganda formou um governo interino, com Yusuf Lule como presidente, que adoptou um sistema ministerial de administração e criou um órgão quase parlamentar, a Comissão Consultiva Nacional (NCC), mas este órgão e o gabinete de Lule tinham visões políticas diferentes e, em Junho de 1979, o NCC substituiu Lule por Godfrey Binaisa. A disputa continuou sobre os poderes do presidente interino, Binaisa foi afastado em maio de 1980 e Uganda passou a ser governado por uma comissão militar dirigida por Paulo Muwanga.

Em Dezembro de 1980, foram realizadas eleições, que levaram de novo à presidência Obote, que era vice-presidente de Muwanga. No período que se seguiu, as forças de segurança estabeleceram um dos piores recordes de violações direitos humanos do mundo. Nos seus esforços para terminar com uma rebelião liderada por Yoweri Museveni e o seu Exército de Resistência Nacional (“National Resistance Army” ou NRA), eles praticamente destruíram uma parte substancial do país, especialmente na área de Luwero, a norte de Kampala.

Em 27 de Julho de 1985, uma brigada do exército composta por acholi (uma das etnias do Uganda) e comandada pelo Brigadeiro Bazilio Olara Okello e o General-de-Exército Tito Okello (não são parentes) tomou Kampala e proclamou novamente um governo militar.

Obote exilou-se na Zâmbia e o novo regime, dirigido pelo anterior comandante das forças de defesa, o General Tito Okello, iniciou negociações com Museveni, prometendo melhorar o respeito pelos direitos humanos, acabar com os conflitos entre tribos e organizar eleições livres e justas. No entanto, os massacres continuaram, uma vez que Okello tentava destruir o NRA e seus apoiantes.

Apesar de negociações em Nairobi, sob a mediação do Presidente queniano Daniel Arap Moi, terem chegado a um acordo de cessar-fogo, o NRA continuou a lutar e, em Janeiro de 1986, capturou Kampala, forcando as forças de Okello a fugirem para o Sudão e colocando Museveni como presidente. Este acabou com os abusos aos direitos humanos, iniciou uma política de liberalização e de liberdade de imprensa e estabeleceu acordos com o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e com vários países.

Museveni foi democraticamente eleito em 1996, quando concorreu contra Paul Ssemogere, líder do Partido Democrático, tendo recebido 75% dos votos.

Taxa para redes sociais e aplicativos de mensagens

No dia 31 de maio de 2018, o parlamento de Uganda aprovou uma lei para taxar usuários de redes sociais e serviços de mensagem na internet. O preço é 200 shillings por que equivale aproximadamente a R$0,20. Os recursos serão usados para "manter a segurança do país e ampliar o acesso a eletricidade, para que as pessoas possam desfrutar mais das redes sociais".[7]